
Sobre todos os aspectos...
Depois pensamos nisso...
Sempre adorei o Natal. Para mim o Natal, de há muitos anos para cá é em família e com amigos, em casa e na rua. A pé até de dia, perto da fogueira no meio da praça. Sobretudo, é Natal sem carros, sem trânsito, sem cidade, sem confusão. Cheiro a pinheiros, fogueira e doces com mel, sentada à braseira e a ouvir os sinos da igreja. Natal é com bacalhau cozido, apaladado com molho branco para os menos rigorosos, é com arroz doce (sem ovos), barrigas de freira, prestines e pinhonates. É com pirú no forno do padeiro a 25 e mais uma saraivada de doces. Prendas trocadas a 24 à meia-noite e nunca antes. Mas este ano, com a anilha no dedo a coisa mudou, e parece que implica mudanças drásticas! Seja o que for, não vai ser bom... seja abdicar de 24 ou de 25, de nenhum ou dos dois, a cara-metade também não vai estar bem, nem satisfeito, porque para ele o Natal não é nada disto, é outra coisa qualquer. O Natal virou drama porque já não vai ser Natal.
Apesar de alguém achar por momentos, que estávamos numa espécie de peep show, em que por entre as cebecinhas espreitávamos as dengosas bailarinas...
... há dias em que estou bimbólica! Consegui chegar a casa às 19h e pelas 20h45 ter já feito uma empanada de frango e cogumelos, arroz de castanhas, salada e crumble de maçã, com canela e jeropiga. Jantar outonal, pede comida de conforto! Pelo meio ainda lavei tachos e tigelas e consegui despejar a máquina de lavar louça da dita já limpa. Ainda dizem que o horário de trabalho é curto...